quarta-feira, 26 de março de 2014

A Câmara Clara - Parte I

Pode-se afirmar que o que há de mais interessante e ousado no livro “A Câmara Clara” é o fato do autor deixar de lado uma leitura composicional/técnica da Fotografia ou ainda, científica e sociológica, para analisá-las de maneira emocional. Ou seja, levando-se em conta apenas aquilo que a imagem desperta nele, no campo subjetivo, independente de qualquer outro aspecto, fazendo por consequência que a obra seja, também, bastante individual.


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Aqui destaco alguns trechos, os quais, ora achei que teriam algo que pode relacionar-se ao processo artístico do meu projeto em si, ora apenas que excertos relevantes ao próprio ato fotográfico:



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terça-feira, 25 de março de 2014

Ensaio I















Ensaio feito com base na ideia ainda bruta do projeto final. Pela falta da utilização de tecnologias mais adequadas possíveis, tive de recorrer a um retoque digital.

domingo, 9 de março de 2014

Introdução

Blog criado para a disciplina de Fotografia II ( 2013.12) do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, ministrada pela Profª Valecia Ribeiro. O objetivo desse blog é registrar o desenvolvimento do meu processo de criação na construção de uma poética sobre a memória.

quinta-feira, 6 de março de 2014

O Surrealismo e a Fotografia

"(...) a Beleza Convulsiva nada é senão outra expressão do Maravilhoso, o grande conceito-talismã do próprio surrealismo."

"(...) o estudo das funções semiológicas da fotografia ofereceria uma melhor resolução dos problemas colocados pela heterogeneidade do surrealismo do que as propriedades formais que determinam as categorias estilísticas tradicionais da história da arte."

"(...) Breton define sua Beleza convulsiva por três grandes tipos de exemplos. O primeiro pertence ao gênero do mimetismo - o caso em que, na natureza um objeto imita o outro (...).
 O segundo exemplo fornecido por Breton é o da expiração do movimento - a percepção de um objeto que deveria estar em movimento mas que foi interrompido, que foi descarrilhado, ou, como teria dito Duchamp, que teria sido "atrasado". (...) A beleza convulsiva do objeto e a excitação produzida por ele se devem ao fato do objeto ter sido percebido como algo separado da continuidade de sua própria existência natural (...)
 O terceiro exemplo dado por Breton é o do achado - quer se trate de objetos ou fragmentos de palavras sucessivas: dois exemplos de objetos casuais em que um emissário pertence ao mundo externo traz uma mensagem que revela seu próprio desejo ao destinatário. O achado é um signo deste desejo."

"O enquadramento fotográfico é sempre percebido como uma ruptura no tecido contínuo da realidade."

"A máquina fotográfica veste esta nudez, arma esta fraqueza e atua como uma espécie de prótese, ela acresce as capacidades do corpo humano."











KROSS, Rosalind. O Fotográfico, cap. Fotografia e Surrealismo.


Não sei se pretendo trabalhar com o surrealismo em meu projeto, ao menos não o surrealismo de maneira crua. No entanto, tal corrente está presente em praticamente todo o meu processo de criação artística, mesmo que seja somente como linguagem estética. Portanto, achei importante ler esse texto, uma vez que provavelmente vou aplicar ou desenvolver muitas destas ideias durante meu processo, quer queira, quer não.